segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Pequena Sobra.

Escrever sobre ti?
Ah, que audácia é essa?
Aparecer, sem permissão, por quê?
Sentiu o cheiro do meu desejo?

Samba ali, choros? Não mais.
Chorinho, talvez, é pois é.
Antes de ti, nada,
Depois, vazio.

Por que? Já era pra ti ter ido embora.
Ir embora e não mais voltar.
Me deixar, deixar eu sonhar, deixar eu amar.

Viver, não sei,
Morrer, jamais.
Deixa eu seguir,
Cair na estrada,
Pra meus cabelos, poder sentir.
No rosto, no olho amargo,
Verde, quando pro céu, azul.

Olha, o barulho lá fora.
Gente gritando meu nome,
Assoviando e dizendo olá.
Gosto daqui, amo lá.
Eu te amo, mas não te vejo.

Eu não tenho como falar,
Mas quando mais eu precisei,
De pouco eu escutei,
Palavras da tua boca,
Engasguei.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dream Possible

O que nos distancia, é o modo que encaramos a tristeza,
Você olha para o céu e eu olho para os meus pés.
O sol te cega, o chão me limita;
No céu tem pássaros, no chão insetos,
Os pássaros somem, os insetos constroem castelos,
No céu há chuva, o chão absorve;
Do céu vem a dúvida, do chão tiramos as certezas.

sábado, 27 de outubro de 2012

Estranho modo de pensar;

Voltava pra casa aos prantos,
Bêbado no mais, sem ver e nem ouvir,
Sem cheirar e nem sentir,
Viver nem sabia o que era,
Lembranças, sobravam...

Não entendia o porquê de tantas coisas,
Tudo sem sentido, opções idiotas, no ponto objetivo,
Via tudo errado, via tudo confuso,
Só sentia a diferença de viver no seu mundo,

Não gostava de ser tão só,
Mas não queria ser tão próximo,
Não queria transformar-se,
Às vezes só lhe restava chorar,
Esperava como um louco,
Um pouco,
Bem pouco,
Felicidade, Infelicidades.

Gritava, mal sabia rimar,
Escrevia sem saber falar,
Só pensava e escondia tudo,
Realmente tudo que podia e queria sentir,
O louco era ele..

O louco eram todos,
Que o ajudavam.
Vivia sem saber,
Curtiam sem querer,
Ria até morrer,

Só queria um futuro,
Longe de todos,
Que o faziam sofrer,
Que o faziam morrer,
Antes de tudo se estender.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Não.

Caído, talvez não,
música alta, música boa!
Eu voltei de uma noite sem porquês,
Sem razões de dizer meus poréns,
mas mesmo assim disse..

Ao invés de receber um elogio,
Só criticas, invadiram meu dia-a-dia,
Eu no começo desmoronei,
Depois me encantei, o pensamento crítico
Se tornou minha única arma,
Meu passado, se tornou experiência,

Vi pessoas ali, aqui,
Meus pensamentos voavam,
Minhas expressões, sumiam,
Ao meio de sol tão forte,
Via experiências pequenas,
Mas tão graduais crescerem em mim,

Eu vi, eles viram,
Nós vimos,
Ninguém enxergou nada.

A risada era contexto,
De um histórico penitenciário,
Preso aos pés de quem nunca havia pulado,
Presos,

Vi meu sonho correr junto a mim,
Senti o calor da verdade me tocar,
Saudade, Realidade, Verdade,
Pouca Satisfação,
Muita Voracidade.

sábado, 22 de setembro de 2012

O menino que enxergava estrelas.

Mais tarde,
Correu esse tempo,
Frases soltas,
Letras translúcidas,
Precisamos de silêncio,
Ficaremos aqui a te escutar,
Ficaremos aqui te esperando voltar,

Talvez não seja lá o meu destino,
Destino incerto correto e mais perto,
Mais perto de sumir,
No detalhe a mera melodia,
Voando pelas ruas escuras,
Com toda sua solidão nas costas,
Na mala levava saudades,
Na mente congelava detalhes,
Saia do corpo,
Soava frio,
Sentia a janela,
O calor que te acelera,

Não olho para trás,
É um jato de ideias jogadas no céu.

Perguntaram ao jovem o que ele queria ser quando fosse adulto,
o jovem guiado por sonhos e regrado pela vida, sempre com a frase
pronta falava que queria ser um profissional de alto calão, ele dizia que queria
ser advogado, dizia que queria ser rico, debochava sempre de gente que pensava pequeno,
pois na cabeça dele o verdadeiro sonho é aquele que traria resultados grandiosos,
na vida ele sempre teve tudo, não podia reclamar, surtava ao cair, não entendia
o porquê não parava de chorar, nervos a flor da pele, rosto meio escondido.
Assim se encaminhava os traços de sua personalidade, sempre se escondendo
por achar que ao se mostrar afastaria as pessoas, se escondia mas atraia todo mundo,
divertido, espontaneamente eufórico, auto-estima lá em cima mas tentando disfarçar,
não gostava de se engrandecer, não gostava pois sentia que a humildade o levaria mais longe.
Dificuldades em crescer, se espichava na cama pois imaginava que poderia crescer dormindo.
Superstições de todos os lados, tentava seguir um caminho imaginário,
caminho no qual ele encontrava a felicidade, encontrava o melhor jeito de se viver,
os médicos falam que é transtorno, ele acha que é destino, cabe a cada um entender o seu jeito de viver. Chegava a umas conclusões totalmente loucas, sem premissas algumas. Juntava palavras de cada canto em que passava pra compor uma frase, produz um pensamento, usa-se da sua capacidade para não ser passado para trás, valoriza a humildade, valoriza o amor, sentia-se sozinho mas abraçado com tanto calor. Forte era aquele que o protegia, de tantas noites vazias. Ponto é o que ele mais colocou, reconstruindo a cada dia tudo que desmoronou.
Todos sorrisos lá fora, e o choro que lhe rodeia, porque tantos gritam sem ouvir, e tu não para de reclamar?
Deixou o sentido ir culatra a baixo, deixou o carinho se expandir e se perder.
Recolhendo aos poucos toda sua grandeza que deixou-se esconder, olha todos os dias o fundo de sua alma e se pergunta porque seguir assim? Acha que deve satisfação a todos, sempre teve medo de escolher o lado que diziam ser errado, sempre teve medo de mim,
tantas escritas que o assustam, lhe regram a seguir uma vida.
Vê sonhos e destino a cada esquina em que cruza, vê belezas inexistentes, mas tão atraentes, goza de saudade, sem ao menos ter chego perto. Julga-se muito tudo aquilo que encostava e nomeava de Sonho, caminhava um tempo a mais e sentia-se ninguém. Tudo é tão pouco, após a conquista, assim ele entendia o seu caminho... Shakespeare já dizia que você é feito da mesma matéria que seus sonhos, isso resume a tua grandeza, isso dita teus limites.

Do tipo que não gosta de pedir ajuda, da raça dos que gostam de fazer tudo sozinho,
sentia-se capaz de tudo que queria, sentia-se grande por saber que vencia qualquer desafio,
não gostava de coisas prontas, gostava de criar, de recriar e debater suas ideias.
Caminhava sozinho por ruas que não conhecia, olhava cada canto um novo rosto, uma nova vida,
longas histórias perdidas. Não gostava do comum, não entendia
o porquê das palavras e muito menos das atitudes, tentava se entender, gostava de se entender, achava uma tarefa difícil, mas gostava mesmo de plantar flores na areia. Sei que a flor choraria, sei que a flor não se sentiria protegida, mas seria tão única que ele se apaixonaria. Possessivo mas compreensivo, não gostava mais de escutar o que não lhe completaria, corria atrás dos blocos que faltavam, mexia com a mediocridade alheia, corria atrás da vida que sonhava, sem medo de se afogar na areia. Ele ria de como as coisas se juntavam, achava que era um grande teatro e tudo estava ligado, andava na rua sorrindo achando que todo mundo era figurante contratado pra compor o cenário de sua história, sentia-se sempre o protagonista, ficava triste com facilidade, mas via delicadeza nas mais robustas pinturas. Julgava-se romântico, e tentava fugir da leva de produtos iguais ou até semelhantes, tinha medo da estampa, odiava rótulos por estampar a riqueza do produto. Sentia a necessidade de provar pra depois julgar, isso era interessante, ele era realmente interessante.

Sua fama foi aumentando, aos poucos se sentia importante, ainda via-se um nada, pois nem perto chegava de ser o que era. Tentava entender, tentava escrever tudo que lhe passava na cabeça, suas ideias eram contrárias a cada segundo, suas ideias se rebatiam e não tomavam rumo. Impulsivo cheio de vontade, me escutava aonde eu nem estava, impulsivo que odiava a realidade, mas não comprava a falsidade que rotulada se tornava uma grande irresponsabilidade. Cansava-se das rimas que surgiam na cabeça, cansava-se do óbvio e não gostava de repetir a mesma bebida. Se familiarizava com pequenas belezas, com pequenos objetos, tratava com carinho quem se mostrava sozinho. Não gostava de pouca coisa, mal gostava de nada. Cheio de textos geniais perdidos por aí, mas ele vivia se mentindo, tentando se misturar na leva de pessoas que não tinham capacidade de criar. Olhava para o lado tentava entender o que era real, o que ele realmente queria pra si. Entrou na universidade com muita voracidade, para se sentir grande ao lado de quem tanto esboçava responsabilidade.. Nas ruas ouvia comentários das pequenas pessoas que não passavam do primeiro obstáculo. Numa colmeia, ditava a lei a abelha rainha, as outras por instinto produziam as mais belas sincronias e simetrias. Talvez seja isso, deveria seguir a mesma linha, quem não seguisse iria cair.

O coração batia, via suas vontades se tornando piadas, não via mais o outro lado do horizonte, lembrava sempre da pequena frase do rio que já não tinha mais ponte. Sentia saudade daquelas conversas que não o levava a nada, mas faziam que tudo se moldasse de um jeito mais bonito. Tentava seguir uma linha de escrita semelhante aos dos grandes poetas, ria um pouco da sua indiscreta mais concreta falta de formalidade, pregava-se aos vícios, olhava os filmes e se colocava nas cenas, entrava na realidade alheia tão dele que ninguém havia de negar, sentia o calor do asfalto no seu pé, não se via produzido, sentia-se uma alma atrás da verdadeira essência do fim.

Escrevia poemas, sem grande valor, congelava histórias, com muito humor. Juntava as artes em uma só, saia do corpo sem ao menos um nó, não sentia-se bem, mas via que era uma sensação única, do corpo sairia, aos poucos morreria, sentiu o cheiro da maldade e viu a grande inocência do seu coração, gritou toda saudade e viu que não entendia o motivo de toda aquela geração, de toda situação que guiava-se ao fim, seguiam vivendo os pequenos animais, só a procura de um carinho a mais, suas pernas flutuariam seu corpo sucumbia aos mistérios da vida.

Espaço ele dava a cada texto que gritava, seu sonho cada vez mais moderno que não se juntava a nada.
Gostava de música, sentia falta dela em todos os momentos de sua vida, escutava a trilha sonora dos anjos quando sorria, via um mundo de proteção que jamais compreendia, faltava palavras pra ele terminar o que ele mais queria. Mesmo começando a cada dia, unia suas forças pra seguir naquele destino, que lhe induzia a solidão. Tinha medo da dor assim como todos, mas valorizava ela, mas o que ele mais tinha medo era de perder sua essência, sua coragem e seu sonhos, se via com uma casa, um cachorro, uma vida estável, mas sentia falta do amor que ele achou nos pequenos buracos, sentia-se único por ter vivido o que viveu. Parou no tempo pra salvar seu coração, parou no tempo e o tempo não perdoa, o tempo machuca, o tempo renova, o mesmo que te fazia sorrir, te fez chorar. Um ciclo gigantesco de histórias sem fins, com tantos começos inusitados, o palhaço entregava a flor para a mesa vazia, almas que se induziam apenas para compor o cenário, a maquiagem os retiravam da cena principal, a maquiagem os misturavam a parede neutra.

Tantas cores, tanta informação perdida, tanta dor enrustida, estudava marketing pra tentar levar as pessoas o seu verdadeiro grito de guerra, mas com o seu olhar sobre ele. Ninguém enxerga com os mesmos olhos, ninguém sente do mesmo jeito, deve-se moldar a sua ideia para repassa-la, não adianta lutar com suas armas, a arma do inimigo é a que mata ele, pois da sua ele já sabia se defender.
Tem muita gente treinada pra matar, e muita gente que mal sabe abraçar, que nem tenta cantar...
Tanto amor por aí, o mundo seguia com sonhos baseados nas histórias mais bonitas, dos filmes o melhor era aquele do sonho que se tornava real, todo mundo queria um final bonito, até mesmo ele,
mas o bonito ninguém realmente vê, o bonito é o que te faz viver. Ele não tinha preguiça, pra viver ele tinha vontade, tinha maldade, mas muita habilidade, se encantava com sua capacidade de rimar de escrever de entender e esboçar o que sentia, era tão rápido com as mãos mais meio lento com o coração, ainda voltava para o lugar que ele já deveria ter esquecido, voltou com os braços mais fechados, tentava fazer nome para caminhar, não acreditava que iria viver uma vida de poucos sorrisos e muito trabalho, só queria entender o porquê das estrelas que apareciam só à noite... De bar em bar, de sujeira à sujeira, via pouca beleza e muita riqueza, riqueza não valiosa, apenas material, ele se julgava diferente, pois se sentia diferente, tinha medo de agir, tinha medo de sonhar, tinha medo do julgar alheio, tinha medo de não tentar.

Gostava de estudar antes de aproveitar, mas largou isso e resolveu arriscar, quebrar o espelho e viver do avesso, atrás de encontrar nos sonhos que afundaram naquele mar. Trocou a foto, mudou o jeito de vestir, comprou uma câmera que até hoje não acreditava possuir...
Ainda segue o mesmo, lembrando de todos os caminhos que passou, de todas as crises que recusou, de todo o mal cheiro que infelizmente cheirou. Viu a droga quebrar a família, ouviu a dor da verdade nos ouvidos maldosos dos outros, cansou de ter que escutar quem não sabia falar, e muito menos aquelas pessoas que não queriam amar. Tinha medo de amar, na verdade um mero receio de amar, acreditava que uns nasceram pra cada rumo que resolvessem seguir.

Se um dia o vento colar no corpo e tu ver a tristeza destruir tua alma e teu sangue se tornar impuro, tu vai ver que deveria ter seguido o caminho das rosas, preferiu a lama, pois te falaram que era um outro tipo de adubo. Mas a lama pra ti era na verdade a mais cheirosa das flores, a lama era a julgada 'loucura', que aos poucos se limpava e mostrava o seu brilho, a lama já não era mais lama, aí que ele se engana, seguia com esse nome por isso tanto esclarecimento, mas era a rosa mais linda, a rosa mais solitária, que nasceu pra ser dele, precisava de nomes bonitos para lembrar de bons momentos, precisava das histórias falsas para se tornar um verdadeiro líder, não te via em batalha, te via guiando as mulas para a morte. Via preconceito em todo lugar, te via preconceituoso como te ensinaram a maltratar? Sentia que devia ir pra rua pra criar o respeito que sempre buscou, mas viu-se poderoso ao entrar na lama e encontrar a flor. Pegava detalhes de todas as cenas de sua história, de sua vivência e vasta experiência para colar em seu corpo, para colar na sua alma, via sua alma mais iluminada possível, tinha medo de suja-la, mas sonhava com o impossível, via sua pátria com outros olhos, não gostava dos falsos moralistas que intitulavam-se idealistas.

O seu livro predileto ele não lia, levava ao máximo na leveza da demora para ter sempre uma novidade, viu três vezes o filme, mas apenas o começo, criava o fim na sua mente, para matar a saudade, não queria o final, tinha medo do final, tinha medo do livro lhe encher a cara a tapa, e ele por tudo a perder novamente, não trouxe nada de material de fora, só trouxe uma história memorável pra contar, deixou de contar pois não achou ninguém que lhe pudesse escutar. Quando achava, de alguma maneira impossível aquilo se evaporava, ele já havia acostumado com tudo, não acreditava que nada iria lhe surpreender, mas sempre deixava-se e deixa-se vencer pelos novos contos. Do tipo que não acredita que terá nesse mundo ou em outros mais músicas que o farão parar para escutar, tem esperança, porque lhe faz buscar respostas, porque lhe faz sangrar nas costas, tem esperança pra se excitar com os sonhos, pra se excitar com o prazer do destino que nunca irá lhe mandar nada de graça.

Não deve morrer para viver, assim como não precisa viver para morrer, acredita que precisa sofrer para saber o que é melhor, que precisa da tristeza para encontrar o oposto, amava o oposto, sentia-se sozinho mas sem medo de gritar, quem quiser ouvir que ouça, quem quiser chorar, que chore, quem quiser amar, que minta.

Primeira parte de uma história sem fim.
Homenagens a parte, cantorias na sorte,
Carta do cartório de Deus.
Já volto.

Dosador de sonhos, por medo de cair do alto,
voltava a sonhar em meros segundos, um turbilhão
de contos a ser expressos, se prendiam a falsas cadeias,
palavras soltas contraditórias e construtivas, achou que terminou bonito,
mas não queria parar de viver, de escutar, de sonhar e de gritar,
escutava duas músicas ao mesmo tempo por causa de tanta
ansiedade que passava naquele corpo, naquela alma.
Obrigou-se a desligar uma aumentar o volume da errada, mas
da valor ao melhor sempre, metido cheio de razões, emoções e corações que já habitou,
uma longa história tinha aquele menino, não nasceu agora, como todo mundo acha,
escutava a voz do interior, sua própria voz, entendia meus concelhos,
nunca fui de me apresentar, nunca fui de me demonstrar, uns falam sobre mim,
outros dizem que me viram, mas ele unicamente, ele, sentia que eu o entendia, sentia
que eu estava ao lado dele, não tinha medo do amanhã, não tinha medo da minha revolta,
se dosava para crescer em pró de si mesmo, isso moldava a sua diferença, moldava sua raridade.
Quando o coração dele batia mais forte, ou sentia uma dor diferente, ele achava que era um preságio de uma coisa boa, de uma escrita nova, entendia que todos os ventos contava-lhe histórias, entendia que todos os rostos assemelhavam-se, entendia que de nada entendia, mas vivia porque não gosta de deixar nada sem resposta. Concluía que não haviam respostas para todas perguntas, mesmo assim ele acertava e quando errava, tentava outra vez, até errar novamente e ver o quanto ele ainda tinha que crescer.
Temia o seu passado, temia o seu presente, temia o seu futuro, temia tanto que falava sobre os três com as mesmas palavras. Não achava que exista certo ou errado, acreditava no coração, somente no coração, guiava-se por sentimentos e por cores, enxergava igualmente, caminhava igualmente, mas a cada gesto era um olhar diferente, um olhar contraditório e positivo.
Gostava de ópera, escutava em meio a suas aulas de teorias existencialistas, não comentava muito,
mas se vangloriava por ter tal gosto e ser sincero consigo mesmo.
Não gostava de se embutir culturas, gostava de descobri-las, ia mudando com o tempo,
ia encontrando ao relento almas perdidas como ele, não entendia o porquê do dia tão frio, ou
o porquê de tanta dor sem culpa, mas acreditava que se acontecia era porque deveria acontecer.
Reclamava assim como todos vivem reclamando, aceitava de certa forma diferente do que costumam aceitar, ele tentava moldar a situação e tirar o proveito do mínimo possível, cada segundo ele valorizava, alguns ele deixava passar, era mais de um eram vários no mesmo frasco, na vasta mente poderosa que ele havia por querer descobrir.

Ao passar dos anos, assoprava mais velas, sobravam em seu bolo feito por sua mãe, sobravam pessoas batendo-lhe palmas por puro cenário, não entendia porque aquilo funcionava de certa forma, não sentiu-se feliz com a quantidade de abraços, sentia falta de um só, sente ainda.
Aos poucos ia descartando quem ia lhe impondo situações inusitadas e que causavam tristezas descartáveis, achava que cometia erros, gostava de seguir sua hombridade, gostava de sentir-se honesto e de bom coração. Mas não aguentava tanta falsidade em meio da tanta poluição.
A cada bloco uma palavra lhe contava uma história, sentia-se louco mas em paz.
Somava aos seus textos histórias paralelas as suas, escrevia para não perder as ideias:

"A dona do hotel pedia silêncio e o aluguel em dia,
irritado dizia sempre que iria se mudar,
mas não conseguia largar o carinho excessivo da
pequena grande senhora dona do ambiente calmo e de
muitas oportunidades de sonhar."
Na vida dele era realidade, na cabeça dele construía uma história com outras cores, talvez o mesmo quadro, talvez os mesmo momentos, todos com a mesma alma, todos se cruzando por esse multiverso, como a própria palavra já diz, ao inverso sobravam contos, sobravam prosas, sobravam flores.
Unia-se com dois propósitos contrários, queria ser notado, mas queria se sentir igual.
Se tudo fosse especial, nada seria especial, lhe contou um professor, anotou usou de armas para salvar, mas não havia percebido que o que tem realmente valor ele não esquecia..
Havia uma música perdida no meio da mesma que ele escutava, ele gostava mais da perdida do que quase toda discografia, não desmerecendo uma das únicas obras que ele amava.
Não era de muitos ídolos, comparava-se à todos, tinha medo do fracasso, tinha medo da loucura, das duas uma ou era um gênio ou esquizofrênico. Via a tendência do sem contraste decolar enquanto o que ele mais queria era poder suas cores mostrar.
Buscou energia nas grãos que vinham da terra, sentia as mãos escravas lhe trazendo paz, sentia a dor dos negros lhe induzindo a escrever algo construtivo ao seu lar, a Terra.

Certa vez a vida o surpreendeu, um sonho discreto, não decretado por si mesmo, acabou-se que dando um empurrão após um dourado diferente que mandei do céu, havia ficado feliz com o pequeno resultado, vendo que podia chegar mais longe, pois a magia do invisível notado pelos fortes, o fez diferente naquela rotina contraditória, mas totalmente linear.

"Escutava duas músicas ao mesmo tempo, por mera ansiedade".

Já volto.

-\\-

Já era outra hora, outro ano, outra vida, sentia-se diferente de todos os dias que já viveu,
acordou de um sonho que durava por alguns anos, tudo havia mudado, ele não existia mais,
ficou apenas vestígios do que já foi, reconstrução é o primeiro instinto ao ver tudo cair, sem dor,
sem emoção, frio como um gelo, gelado como o inverno que fazia-o encolher-se na cama e sentir-se amado. Já não existia naquele meio, naquele mundo que até o melhor amigo o empunhava sempre, chorando aos poucos, gosto amargo na boca, a visão era turva, a dor era aparente apenas quando caminhava, sentia fraqueza, cada noite que passava era um sonho mais pesado, um sonho mais profundo, parecia que a cada noite que dormia não ia acordar, tinha medo de dormir, medo de morrer e não fazer nada, já acreditava que a morte estava batendo em sua porta, começou a querer fazer tudo mais rápido, começou a tentar acabar com suas tarefas em um dia, dava um gás, acabava sentado na cadeira que sempre sentou. Muitos nem estavam ligando, sentindo-se perseguido corria de todos, fugia de tudo, gritava com quem amava-o era quase um surto diário, era quase um louco presidiário, só que sozinho em uma prisão enorme, já perdia-se nos pensamentos, não entendia o porquê de mais nada, não lembrava do que viveu, se era real, ou se já morreu.. Parecia que nada existiu, que ele era só mais um e tudo se partiu, se sentia único e mal programado pra compreender o mundo mal educado. De tão sincero e tão humilde, de boas atitudes se convencia ser um príncipe, era apenas mais uma alma dessas escolhidas por Deus pra sofrer.. Ele achava que era um teste, que a vida dele tava sendo vigiada a cada segundo, que cada barulho tinha um significado, que cada buraco tinha uma luz, acreditava muito no futuro, pouco no passado, fazia suas filosofias, suas meras escritas numa folha rasgada, não gostava de ser passado pra trás, achava que sempre deveria estar por cima, mal sabia ele que o mundo o omitia, que o mundo nem existia, era só fruto de uma imaginação do coração. Fazia que tudo desse certo, já até esquecia que tudo às vezes sumia, fazia que nada chegasse perto, mentia-se que de tudo sabia. Aquela sensação de dor, era presente nas noites tortas, ele seguia uma onda, seguia a vida como devia seguir, tentava não se preocupar, mas acabava sempre por sofrer, já tava na parte que tinha medo do mundo, já não entendia se tinha que entrar ou seguir correr a baixo, dava risada sem motivo, chorava meio perdido. De tão sozinho que ficou, criou personalidades em si mesmo, cada um falava um assunto, cada um dava uma ideia, não chegava a conclusão alguma, só conseguia ficar mais confuso, tinha uma vida muito abrangente, não entendia porque estava acontecendo aquilo, logo com ele, tão normal, achava que tinha pedido pra nascer diferente, de tão diferente, tornou-se sozinho. Ia conseguindo respeito no seu castelo de baralho, mas como já lhe contava o passado, tudo um dia iria cair, enfim caiu. Perdeu-se, sumiu, mas ta lá ainda, penando por não sei quantos anos, se ficar, sofre, se sair, sofre, qual a pretensão de tudo isso? Do que vale todo esse desespero? Não tá na hora de parar com a brincadeira? Não tá na hora de deixar ele desistir? Ele cansou, ele já se desesperou, ele já morreu, já renasceu, já escreveu, já marcou, não ta na hora desse jogo acabar? Sem respostas voltava a pensar, voltava a escrever, era um mero desabafo a cada segundo, chorava sem sentir-se imundo, chorava sem intensão de sofrer, chorava apenas pra ver sua lágrima cair...

-\\- Um carta ele irá ler.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Curiosidade

A vida vem me ensinando a mentir,
A vida vem me ensinando a omitir,
Escutei, abracei, chorei, gritei,
O que? Aonde? Quem? Por que?

Sem sentido, soldado,
Para com isso, olha pra ti,
Não tenho espelho,
Não tenho respeito,
Queria gritar, mas já não tenho voz,
Tenho vontade, mas não tenho saudade.

Tive algo, que não tenho mais,
Ué, tudo nessa vida tem um fim,
Assim disse o Racionais,
Mas tá tão sem graça assim,
Por que? Não mais.

Já tá tudo sem nexo,
Porque não tenho respostas
Já não existem folhas,
Já não existem letras.

Sobrou a dor de cabeça,
Até mesmo sem o café,
Aquele amigo, nem voltou,
Aquela volta, ele nem esperou.

Tudo mudou, mudei,
Mudarei, mas esqueci,
Esqueci quem sou, quem fui,
E não quero saber que porra eu serei.

Mesmo na vitória, a dor segue a mesma,
Pedi pra perder tudo pra um dia sorrir,
Hoje só sobrou angustia, ansiedades, insegurança,
Tantas palavras baixas, logo vão vir te perguntar por quê.
Acho que não, acho que já mudou, não quero saber.

Não quero te escutar, não quero te olhar,
Por que dizia-me que enxergava,
Se mal pude te ver,
Eram tantas exclusividades,
Hoje, já quero esquecer.

Quem escreveu minha rota,
Esqueceu que também sou humano,
Me fala que te escuto,
Se eu não aceitar,
Não é na guela baixo que vai me ganhar.

Perdoe, já to sem saída,
Sem partida,
Solidão perdida.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Aqui, bem perto.

Eu não vou falar de ti, nem de mim, vou compor uma melodia.
Uma melodia diferente, sem rima, sem som..

A solidão vem batendo na porta, eu digo que não quero abraça-la.
Ela insiste, me disse que posso confiar, me deu motivos, grita
todos os dias no meu ouvido, pra avisar sua presença.
A saudade é outra amiga, que vem me contar suas histórias,
me faz lembrar do que não imaginava que havia acontecido.
Certas coisas andei esquecendo, outras fingi esquecer..
Ouvi um barulho, senti um medo, um receio, meia luz, fim de música.
Nada demais, apenas a rotina.
Voltei, ela voltou, mas não sei da onde eu vim.
Busquei achar o que dizia procurar, até pedi pra sentir, mas não adianta contar.
Hoje não tem porquê falar, não tem porquê sentir, o hoje não me vale de nada,
é como unir forças pra voltar a caminhar. Caminhei tanto e estou aqui, outra vez a chorar.
Sem lágrimas, sem dor alguma, apenas sem sentir o coração pelo pulso.
Sem sintonia, sem simpatia, sem melodia. Sem fim nem começo.
Até o óbvio me faz lembrar que de nada eu posso afirmar.
Não adianta mentir, nem contar o que estou sentindo, é tudo mentira.
Menti que estou mentindo, por tanto falei a verdade. Assim aos poucos revejo o que resolver;

"Começou um amor sem recordações, sem dores e sem amores,
Terminou com tudo que não tinha começado,
Senti falta do que tinha, do que tenho,
Mesmo que todos dizem que tudo segue em frente,
Discordo e sei que algo parecido jamais vou ter e nem quero,
Se um dia acabar o que sinto, não vou acreditar em mim,
Nem em ti, nem em ninguém,
Enquanto não te ter por perto, não quero ninguém também,
Prefiro viver na solidão do que na mentira,
Se eu amar outra vez, será o meu próximo cachorro.

Desculpa se sumi, desculpa se tentei fingir, mas estou aqui a dizer o quanto sinto e senti.
Se um dia te pedi, é minha obrigação te cuidar. Tudo que virá, se não tiver teu olhar, não terá valor algum.
De tudo que vivi, grito de saudades e choro de vontade,
Mas amo de verdade e não sei te mentir.


Com medo, mas com vontade de te ver chegar outra vez."

domingo, 27 de maio de 2012

Aquele lado do céu.

Eu sei que aonde você estiver, você estará com os abraços abertos pra me abraçar,
eu olho pro céu e sinto isso, te sinto perto, te sinto do meu lado.


E não resisto em guardar em algum lugar que não irei ler, não irei ver, não irei sentir.
Obrigado por fazer parte dos meus sonhos, obrigado por me fazer viver de um jeito
que jamais tinha vivido antes. Obrigado, realmente obrigado por estar presente no meu hoje.. E que esse meu hoje dure o quanto possa durar, eu irei valorizar como te valorizo todos os meus dias.
Sei te entender, te conhecer, te sentir, sem ao menos ver um sorriso, sei te ouvir mesmo sem palavras.. Já me falaste tantas coisas, e já chorei tanto no teu ombro, no meio de tantas cinzas e impurezas, tu veio como uma flor com aquela linda cor e aquele perfume com cheiro único. Te amo.
Mesmo que o provável seja óbvio, vou contradize-lo e mostrar simplesmente a nossa consciência
que tudo tem um porquê.


"Porque eu não te tenho nos meus dias físicos?
É a segunda vez que lhe faço este texto. Da primeira, acabei perdendo tudo o que escrevi. Foi em Dezembro, se eu bem me lembro; eu havia tido um dia parecido com este: cinza febril. Um dia resumido num vazio agoniante. Numa coisa fria que ardia como queimadura.

Pensei em ir embora. Da tua vida e da vida de muita gente, segundos atrás. Te disse isso e um minuto depois me arrependi. Como é que eu vou conseguir suportar até a ausência das tuas palavras? Suporto a falta de um abraço, suporto não poder sempre ouvir teu riso, suporto a ideia de que não sou eu que te esbarro na rua todos os dias; mas não suporto, não aceito e nem me rendo a ideia de que nunca mais trocaremos boas conversas.

Porque tu não tá aqui?

Tu é o meu alguém. Mas sei que tens aquela pessoa que não está perto de ti; não tanto quanto seria do teu gosto. Ela mora muito longe, ou não se achega por querer. Mas antes de dormir, seja lá por que, tu se pergunta: porque não te arranquei um riso hoje?

Pessoas entram e saem da minha vida de uma maneira trágica e cômica, assim como a vida gosta de ser. Você não saiu ainda, mas talvez também não tenha entrado. E nessa brincadeira de "E se?" eu não quero te perder, sem ter - será que dá pra entender?

Em casa, a bagunça é a serventia.
Na rua, a tristeza é quem me guia.
Nas esquinas, eu te busco em demasia.
Nos meus sonhos, a gente sorria.
Na vida, eu não te encontro por nada,
neste infindável dia-a-dia." Liv Gabrielle Salerno

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um conto;



E não é que o mais aliado se virou?
Diga-se de passagem não existiam laços ali, você que inventou,
Pare de se tremer todo, você não entende que lá fora é assim mesmo?
Não entende que depois que sai, nunca mais pode voltar?
O que você veio fazer aqui? Esperar o quê?
Não se algeme outra vez, não faça de você mesmo a escuridão.

-Olá, dizem que aqui eu posso me acalmar..
-Dizem é? Não, aqui você espera, pra tentar outra vez..
-Tentar o que?
-Tentar mostrar que você é alguém que possa existir..
-Como assim, eu existo!
-Quem disse isso?
-Todo mundo está me vendo!
-Eles até enxergam você, mas não faz diferença alguma pra eles.
-Eles também não fazem diferença pra mim, ok?
-Se eles não fazem diferença e você também não, por que você diz que realmente existe?
-Eu existo, porque preciso existir.
-Quem falou isso? Pra existir, você tem que tentar ser quem você é, sabe esse sentimento que você tem dentro que não consegue entender? Sabe?
-Sei, o que faço com ele?
-Nada, pois você desistiu e agora pra descobrir o que é, só daqui uma eternidade.
-Mas por que eu tenho que descobrir?
-Ué, você não quer descobrir?
-Talvez eu até queira, mas se eu não existo, pra que tudo isso!?
-É que a partir desse sentimento, você existirá.
-Tá mas quem é você?
-Eu sou você.
-Se você e eu somos a mesma pessoa, porque diabos está me respondendo?
-Pelo mesmo motivo que tá me perguntando.
-São essas respostas que você conseguiu até agora, vai desistir?
-Vou?

"Ele se acordou do sono meio parcelado que estava tendo, aos poucos foi abrindo os olhos, ao embaçar dos olhos que melhorara, estava vendo que já era de manhã. De manhã ele acordava pra conferir se alguém lembrou dele, às vezes sim, às vezes não.. A sua manhã passava muito rapidamente, quando menos percebia, tinha algum compromisso meio idiota para cumprir à tarde, à noite vai pra faculdade."


Horários como esses, são os que eu menos quero ter, horários como esses são os que mais me ensinam a viver.

O comum de se ver;


É uma queda que to tão acostumado a cair,
Mesmo assim, cada retorno é diferente,
Eu não te entendo, mundo imundo,
Uns dizem que suas respostas já estão escritas,
Mas todo mundo que lê,
De nada sabe me responder,
De nada sabe fazer,
Mas acreditam em algo.
Quando deixo de acreditar,
Sinto medo, medo de ficar sozinho, de estar sozinho, de ser sozinho,
Medo da realidade, medo do sonho, medo,
Me criaste com tantas fraquezas, e com tantos gritos de guerra,
Com tanta força e com tantos receios de batalhar,
Por quê, é tão confuso até pra caminhar?
Nada é certo assim, pra todo mundo?
Cadê o resto do mundo?

Nuvem sem céu.

As grades da minha razão estão sumindo,
Aos poucos a felicidade não terá sentido,
Aos poucos meu grito terá se perdido,
Não quero voltar nem seguir,
E agora pra onde eu vou ir?

Até logo;

Minha lucidez me assusta,
Às vezes preciso pensar e não compreender,
Me culpo muito, me julgo muito,
De todos, penso que o errado sempre sou eu,
Pra afastar de ti um pouco de responsabilidade,
Segurei o mundo, mesmo sem ninguém ver,

Às vezes não dá, às vezes não tem mais vezes.

Está na hora;

Mais sorrisos e falsidade durante a dor, vamos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Tua sombra.

No escuro um pouco da luz que te sobra,
Me guia até onde podes ver,
Antes de tudo, nada era tão ruim,

Possessividade, é o meu mal.

Podes ver o que sinto?
Não. Verás o que lhe cai bem ver.
Para de doer, para de cair.

Vem sorrir, deixa de lado o que não existe,
Acredita,
Sinta,
Não volte a ser quem não és.

Sim possessividade, é meu poder,
Sou único, dentre batalhões sou o melhor,
Sou forte, tanto quanto podes ver.

Mas hoje, sou outro qualquer,
Pois sem ti não tenho,
Não terei.

domingo, 29 de abril de 2012

Sininho.



"Porque é a que gente se cruza e não se fala? Porque é que eu te enxergo mas não te olho? Porque é que eu penso em ti e não digo? Porque é que a gente se perde de quem nos ganhou tão fácil assim?
De novo você, mulher malvada. Mal falada. "Vida", tchê que coisa ingrata.
Me pergunto se sou a única que fico triste quando eu me obrigo a fingir que não conheço mais quem por mim tudo foi capaz. Me pergunto se sou a única que sente profundamente por crescer, evoluir e com o tempo perceber que quem te faz bem na verdade, muitas vezes, não quer tanto assim seu bem. Me pergunto porque é que pra amadurecer tem que doer, corroer, fazer sofrer. Me pergunto porque todo machucado, por mais pequeno que seja, tem de arder. Me pergunto quem é você, que não me vê, que não me olha mas me reconhece. Me pergunto quem somos, quem nos tornamos e onde estamos. Me pergunto por fim, porque diabos nos abandonamos [...], pensamentos insano." Liv Gabrielle Salerno

Paciência.

Um pouco mais de sentimento,
Pra te tornar um tormento,
Sem senso algum,
Em um dia comum,
Sem dizer o que sinto,
Sem sorrir e não te minto,
Que acreditei,
Que ia voltar,
Não importa o quanto custar,
Irei buscar;

Olha.

Perceba que está tudo errado,
Que não é isso que você quer pra ti,
Perceba que está tudo amargo,
Ninguém me avisou que já morri;

No quintal.

Tão complexo como um amanhã sem sonhos,
Por essas que me despeço,
Por essas que te peço,
Tão triste o mundo, sem nós dois;

Uma bebida e uma resposta, por favor?

Talvez uma parede branca, sem ouvidos, mas tão atenta,
Talvez uma janela aberta, sem final, mas tão dormente,
Talvez não veja, não toque, não me importa,
Talvez.

Sem porquês, sem respostas, sem perguntas,
Sem lembranças, sem melancolias, sem razões,
Sem você, sem mim, sem nada,
Sem amor.

Um passado presente,
Os sonhos estão a me machucar,
Estão a me contar,
O que ainda não quero escutar.

Chance de falar,
Liberte esse peso,
Me mostre tua força,
Me mostre teus punhos,
Tuas garras,

Te espero agora,
Depois,
Em outra vida,
Em outro universo.
Talvez.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Palavras do coração.

Não sei onde fui parar e porque estou por aqui sozinho a andar.. Sinto tua falta, sinto falta
daquele olhar único, aquele que tu sempre acaba por olhar. Meio perdido como sempre, mas
a esperança se faz minha amiga por obrigação, que saudade, quantas lembranças. A pouco tempo
estava tão perto e parecia que de perto eu não poderia sair, mas acabei tendo que vir. Não esqueça
do que te falei, daquele dia que te abracei e te vi chorar, teu choro que me fez chorar também.

domingo, 8 de abril de 2012

Me pudesse ouvir.

Assim, tão diferente, a cada dia menos perto de você, me vejo sendo levado pela vida, mas sei, sei que de ti não esqueço jamais.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Know.


Já não sou mais eu, já não é mais minha realidade, mas ainda tem um pouquinho de mim em todo lugar que passei, eu sei.

Ou você,

Já não sinto mais a verdade de poder estar longe, quero estar em nenhum lugar, porque só chego lá quando estou com você, nada existe é tudo criado por nós, é perfeito.

Dois lados inversos.

É como o sino da igreja que cada vez toca mais forte, são dias sem ter meu mundo, são dias sem entender o que quero pra mim, ter medo ou ter você. São noites e dias com cores e temas diferentes, sinto tantas coisas que não sei dizer, se é amor ou se é mais um filme da tv.

Nossa chance.

Ainda não te disse o que sinto, porque não sei o que quero sentir, espero acontecer, pra poder ser sincero comigo, assim serei contigo. Acredito em nós, acredito na vida. Atrás dessas lentes turvas existe um olhar único, que te abraça e que quer cuidar de ti. Espero nossa vez, espero entender o porquê de tudo ser assim, tão distante, tão longe, mas tão perto.

A tua vida.

Ninguém sabe como eles são, ninguém sabe da história deles, pode esconder felicidade como uma grande tristeza, podem chorar como podem sonhar a cada dia que nasce e a cada noite que surge, sabe-se que estão juntos e serão lembrado como um só.

O seu sol.

Falam que o Pôr do Sol é um até logo, porque você sabe que o Sol irá voltar e te acompanhar sempre.. Quero que meu amor seja que nem o Pôr do Sol,  que mesmo acontecendo todo dia, sempre é lindo, cheio de cores e o mais surpreendente, são minutos que valem pelo dia todo.

Lá e cá.


Já acho que todas palavras foram ditas, como todas músicas foram feitas, é tudo repetitivo um dia é você, já no outro.. Tenho visto pouca coisa, mas meu coração tem frases feitas. É tudo influência, ou é sentimento mesmo? O que é um sentimento, quanto vale o teu desejo? Depois que faço acho que errei, depois que errei, acho que não irei errar, e sempre faço outra vez, um ciclo chato e vicioso. Não quero seguir o que tenho que seguir e isso anda cada dia me assustando mais. Quanto vale o amor? O amor vale tua felicidade? O que é felicidade? Um simples sorriso, ou um choro constante? Noites em claro, mesmo no escuro. Chuva é o som e verde são seus olhos, que choram, que sofrem. Parece tudo tão simples.. Minhas palavras já não dizem tanto, como diziam.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Sinta

Olhar o céu quando ele não aparece, olhar as estrelas que são sempre iguais e sempre surpreendentes, as palavras nem existem mais, só sobrou algo que ninguém entende, quero nascer quero viver, a vida que me bate todos os dias, a vida que me ensina, me grita, me mostra como viver contra o mundo, contra tudo, me sinto fora de órbita, saudades.