domingo, 27 de maio de 2012

Aquele lado do céu.

Eu sei que aonde você estiver, você estará com os abraços abertos pra me abraçar,
eu olho pro céu e sinto isso, te sinto perto, te sinto do meu lado.


E não resisto em guardar em algum lugar que não irei ler, não irei ver, não irei sentir.
Obrigado por fazer parte dos meus sonhos, obrigado por me fazer viver de um jeito
que jamais tinha vivido antes. Obrigado, realmente obrigado por estar presente no meu hoje.. E que esse meu hoje dure o quanto possa durar, eu irei valorizar como te valorizo todos os meus dias.
Sei te entender, te conhecer, te sentir, sem ao menos ver um sorriso, sei te ouvir mesmo sem palavras.. Já me falaste tantas coisas, e já chorei tanto no teu ombro, no meio de tantas cinzas e impurezas, tu veio como uma flor com aquela linda cor e aquele perfume com cheiro único. Te amo.
Mesmo que o provável seja óbvio, vou contradize-lo e mostrar simplesmente a nossa consciência
que tudo tem um porquê.


"Porque eu não te tenho nos meus dias físicos?
É a segunda vez que lhe faço este texto. Da primeira, acabei perdendo tudo o que escrevi. Foi em Dezembro, se eu bem me lembro; eu havia tido um dia parecido com este: cinza febril. Um dia resumido num vazio agoniante. Numa coisa fria que ardia como queimadura.

Pensei em ir embora. Da tua vida e da vida de muita gente, segundos atrás. Te disse isso e um minuto depois me arrependi. Como é que eu vou conseguir suportar até a ausência das tuas palavras? Suporto a falta de um abraço, suporto não poder sempre ouvir teu riso, suporto a ideia de que não sou eu que te esbarro na rua todos os dias; mas não suporto, não aceito e nem me rendo a ideia de que nunca mais trocaremos boas conversas.

Porque tu não tá aqui?

Tu é o meu alguém. Mas sei que tens aquela pessoa que não está perto de ti; não tanto quanto seria do teu gosto. Ela mora muito longe, ou não se achega por querer. Mas antes de dormir, seja lá por que, tu se pergunta: porque não te arranquei um riso hoje?

Pessoas entram e saem da minha vida de uma maneira trágica e cômica, assim como a vida gosta de ser. Você não saiu ainda, mas talvez também não tenha entrado. E nessa brincadeira de "E se?" eu não quero te perder, sem ter - será que dá pra entender?

Em casa, a bagunça é a serventia.
Na rua, a tristeza é quem me guia.
Nas esquinas, eu te busco em demasia.
Nos meus sonhos, a gente sorria.
Na vida, eu não te encontro por nada,
neste infindável dia-a-dia." Liv Gabrielle Salerno

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