quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Águas de agosto.

O título é por causa da música da Elis Regina que to escutando, mas como não é março...
Enfim, ao começar essa frase eu escutei ela cantando que é o "fundo do poço", aí vem aquela questão:
- Mas a quantas anda tua vida pra dizer isso?
Conflitos dos meus dias(meu blog)? Ahn.. algo que por muitas vezes acaba passando despercebido porque nem tenho tempo de imaginar o que eu estou fazendo, sabe? Se estou feliz ou se não estou... Hoje os dias estão diferentes. Ok eu sei que vivo falando isso, mas dessa vez é totalmente diferente, acredito que minha vida é uma ida e vinda uma volta ou duas, confusa, difusa, mas tudo vem se moldando conforme minha força e inteligência de controlar situações e isso é difícil, muito mesmo.
Mas o que eu quero dizer com esse texto, com essa escrita mais pessoal, sem poesia e sem sal?
Ah, eu quero falar o quanto estou assim, mais pessoal e sem sal.
Os momentos bons estão desapercebidos, estou desatento da vida.
Hoje, ontem e amanhã (quem sabe), só estão me provando o quanto humano eu sou e o quanto eu faço parte desse sistema onde tudo me engloba e faz com que eu seja uma peça, um mero detalhe. Mas, quero lhe falar uma coisa, algo dentro de mim, lá onde eu não imagino, lá onde eu nem penso que exista, vem gritando e muito e faz horas! Já aconteceu algo assim contigo? Há dias, isso quer sair, quer mudar, quer gritar, quer enlouquecer, ver o amanhecer até o sol se por e desaparecer, ver estrelas, ver a mãe lua (gosto de pensar que ela seja uma mãe), ver sorrisos, sair, sumir, viajar (em algum trem como nos filmes), criar, modificar, crescer, conversar, sabe todas essas frases que vivo postando ou falando em algum momento do meu dia? Essas que eu acabo postando em redes sociais naquelas fotos fazendo careta ou cara de sério no espelho, mesmo que aquilo não me defina a frase sempre é sincera, "criar, modificar, viver, voar (quem dera)..." então tudo isso é pura vontade, puro desejo, pura verdade, puro sentimento, que acaba por ficar só na escrita, mesmo que às vezes me julgo por escrever coisas sem sentido, acredito que sempre busco estar perdido (assim como estou) pra me achar. A fotografia vem ficando mais séria, a fotografia vem se tornando mais profissional, clientes, contratos, formalidade, ótimas pessoas estão confiando em mim para registrar momentos importantes, então quando tudo der certo, aonde vou escrever os meus medos e receios idiotas? Ou me diz, aonde vou poder chorar no momento em que todo mundo pensa que sou intocável? Às vezes um grande homem, não tem nem chances de ser pequeno, mesmo que seja o que ele mais queira, nem que seja por um segundo. Tem coisas que não valem tanto a pena, tem coisas que podem esperar, eu ainda quero pensar um pouco mais, eu ainda quero deixar as águas de agosto rolarem até o momento que elas quiserem rolar...
Um agradecimento por estar aqui, joão.

Um comentário:

  1. Acho que fiquei confusa enquanto lia o seu texto. Mas acho que peguei a parte central (tentei?). Olha, o bom dessa coisa de não se sentir "preenchido" é que isso te mantém em busca de algo. " Às vezes um grande homem, não tem nem chances de ser pequeno, mesmo que seja o que ele mais queira, nem que seja por um segundo". Não é pra isso que serve um blog? Ok, isso é só uma ínfima parcela da coisa. Contudo ajuda. - @ Naru

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