segunda-feira, 8 de julho de 2013

Até parece

Que coisa louca essa lucidez no contra luz,
Louco mesmo, é ler a frase que tu tanto repetiu,
se contar durante o tempo como uma mentira,
Mentira, mentira é dizer que vou saber o que estarei a sentir.

"Escrever para não morrer, ler para fingir que está vivo."
Li essa frase no Mario Quinta/POA.

Hoje, 80 anos faria meu falecido pai, hoje estou a esperar o amanhã,
ou apenas o sinal das 18:00 pra acabar o expediente e eu poder sentir
o vento da rua que apenas irá seguir...

terça-feira, 12 de março de 2013

E no fim?

Ele já não cumprimentava,
Ele mal sabia escrever,
Já sonhava todas as noites com pedaços esquecidos,
Deixava-se aos poucos,
Mal olhava-se, mal encarava-se,
Mal encantava-se,
Nada era engraçado, nada era colorido,

Nada, era bonito.

Mas não pra ele, porque se perdeu,
se esqueceu, se escondeu,
tudo deu certo, mas no fim, tudo era incerto.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Saída

Aquele amanhã com gosto e cheiro de ontem.

Dia que tirei para pensar, dia que tirei para me encontrar,
são várias escolhas erradas, várias certas,
mas olho no espelho e não estou contente,
olho ao meu redor e não estou contente,
acho que já passei por isso várias vezes.
Sinto falta dela.

De lá sinto pouca falta, sinto falta do que dizia ter e não tenho mais.
Caminhei bastante já, pouco mas já são 20 anos.
Uns me dizem que foi pouco, outros me cobram mais..
É opinião de lá, opinião de cá que acabo me perdendo nas minhas vontades,
li que pensar faz mal e deveria pensar nisso..

Escuto Vinícius de Moraes, o capitão do mato, poeta e ex-diplomata,
eu João Machado, o capitão dos próprios sonhos, fotógrafo e ex-humano.

Percebi ao passar dos tempos que queria ser cineastra, logo vi que não quero contar
realidade em ficção, gosto mais do filme da rua do que do filme de amor.
Gosto mais da tempestade do que a chuva com sol.

Droga, disso eu não gosto.

Ao passar, me encontro e me perco.
Ser feliz pelo menos um pouco, tá difícil...

Hoje nem sei que dia é, ah terça-feira, 17:48
logo tem gente na minha volta, logo paro de pensar.

Vou pegar um violão e tocar pra mim mesmo, cantar
para tentar me distrair, pensar no agora, pensar na saída.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Existiu?

Olha! Uma folha branca,
Pode-se escrever várias coisas nela,
Pode sujar como pode fazer certas pessoas sonharem,
Pode fazer alguém chorar, ou alguém sorrir..
Ué, mil possibilidades.

Olha! Uma parede pintada.
Não pode-se pintar em cima, pintaram antes,
Preciso de uma parede pra mim...

Olha! Não tem nada ali!
Posso criar alguma coisa, que só eu verei.

Olha! Eu não consigo ver mais nada ali,
Antes eu enxergava tanto..

Olha!
Opa, cade você?