quarta-feira, 30 de maio de 2012

Aqui, bem perto.

Eu não vou falar de ti, nem de mim, vou compor uma melodia.
Uma melodia diferente, sem rima, sem som..

A solidão vem batendo na porta, eu digo que não quero abraça-la.
Ela insiste, me disse que posso confiar, me deu motivos, grita
todos os dias no meu ouvido, pra avisar sua presença.
A saudade é outra amiga, que vem me contar suas histórias,
me faz lembrar do que não imaginava que havia acontecido.
Certas coisas andei esquecendo, outras fingi esquecer..
Ouvi um barulho, senti um medo, um receio, meia luz, fim de música.
Nada demais, apenas a rotina.
Voltei, ela voltou, mas não sei da onde eu vim.
Busquei achar o que dizia procurar, até pedi pra sentir, mas não adianta contar.
Hoje não tem porquê falar, não tem porquê sentir, o hoje não me vale de nada,
é como unir forças pra voltar a caminhar. Caminhei tanto e estou aqui, outra vez a chorar.
Sem lágrimas, sem dor alguma, apenas sem sentir o coração pelo pulso.
Sem sintonia, sem simpatia, sem melodia. Sem fim nem começo.
Até o óbvio me faz lembrar que de nada eu posso afirmar.
Não adianta mentir, nem contar o que estou sentindo, é tudo mentira.
Menti que estou mentindo, por tanto falei a verdade. Assim aos poucos revejo o que resolver;

"Começou um amor sem recordações, sem dores e sem amores,
Terminou com tudo que não tinha começado,
Senti falta do que tinha, do que tenho,
Mesmo que todos dizem que tudo segue em frente,
Discordo e sei que algo parecido jamais vou ter e nem quero,
Se um dia acabar o que sinto, não vou acreditar em mim,
Nem em ti, nem em ninguém,
Enquanto não te ter por perto, não quero ninguém também,
Prefiro viver na solidão do que na mentira,
Se eu amar outra vez, será o meu próximo cachorro.

Desculpa se sumi, desculpa se tentei fingir, mas estou aqui a dizer o quanto sinto e senti.
Se um dia te pedi, é minha obrigação te cuidar. Tudo que virá, se não tiver teu olhar, não terá valor algum.
De tudo que vivi, grito de saudades e choro de vontade,
Mas amo de verdade e não sei te mentir.


Com medo, mas com vontade de te ver chegar outra vez."

domingo, 27 de maio de 2012

Aquele lado do céu.

Eu sei que aonde você estiver, você estará com os abraços abertos pra me abraçar,
eu olho pro céu e sinto isso, te sinto perto, te sinto do meu lado.


E não resisto em guardar em algum lugar que não irei ler, não irei ver, não irei sentir.
Obrigado por fazer parte dos meus sonhos, obrigado por me fazer viver de um jeito
que jamais tinha vivido antes. Obrigado, realmente obrigado por estar presente no meu hoje.. E que esse meu hoje dure o quanto possa durar, eu irei valorizar como te valorizo todos os meus dias.
Sei te entender, te conhecer, te sentir, sem ao menos ver um sorriso, sei te ouvir mesmo sem palavras.. Já me falaste tantas coisas, e já chorei tanto no teu ombro, no meio de tantas cinzas e impurezas, tu veio como uma flor com aquela linda cor e aquele perfume com cheiro único. Te amo.
Mesmo que o provável seja óbvio, vou contradize-lo e mostrar simplesmente a nossa consciência
que tudo tem um porquê.


"Porque eu não te tenho nos meus dias físicos?
É a segunda vez que lhe faço este texto. Da primeira, acabei perdendo tudo o que escrevi. Foi em Dezembro, se eu bem me lembro; eu havia tido um dia parecido com este: cinza febril. Um dia resumido num vazio agoniante. Numa coisa fria que ardia como queimadura.

Pensei em ir embora. Da tua vida e da vida de muita gente, segundos atrás. Te disse isso e um minuto depois me arrependi. Como é que eu vou conseguir suportar até a ausência das tuas palavras? Suporto a falta de um abraço, suporto não poder sempre ouvir teu riso, suporto a ideia de que não sou eu que te esbarro na rua todos os dias; mas não suporto, não aceito e nem me rendo a ideia de que nunca mais trocaremos boas conversas.

Porque tu não tá aqui?

Tu é o meu alguém. Mas sei que tens aquela pessoa que não está perto de ti; não tanto quanto seria do teu gosto. Ela mora muito longe, ou não se achega por querer. Mas antes de dormir, seja lá por que, tu se pergunta: porque não te arranquei um riso hoje?

Pessoas entram e saem da minha vida de uma maneira trágica e cômica, assim como a vida gosta de ser. Você não saiu ainda, mas talvez também não tenha entrado. E nessa brincadeira de "E se?" eu não quero te perder, sem ter - será que dá pra entender?

Em casa, a bagunça é a serventia.
Na rua, a tristeza é quem me guia.
Nas esquinas, eu te busco em demasia.
Nos meus sonhos, a gente sorria.
Na vida, eu não te encontro por nada,
neste infindável dia-a-dia." Liv Gabrielle Salerno

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um conto;



E não é que o mais aliado se virou?
Diga-se de passagem não existiam laços ali, você que inventou,
Pare de se tremer todo, você não entende que lá fora é assim mesmo?
Não entende que depois que sai, nunca mais pode voltar?
O que você veio fazer aqui? Esperar o quê?
Não se algeme outra vez, não faça de você mesmo a escuridão.

-Olá, dizem que aqui eu posso me acalmar..
-Dizem é? Não, aqui você espera, pra tentar outra vez..
-Tentar o que?
-Tentar mostrar que você é alguém que possa existir..
-Como assim, eu existo!
-Quem disse isso?
-Todo mundo está me vendo!
-Eles até enxergam você, mas não faz diferença alguma pra eles.
-Eles também não fazem diferença pra mim, ok?
-Se eles não fazem diferença e você também não, por que você diz que realmente existe?
-Eu existo, porque preciso existir.
-Quem falou isso? Pra existir, você tem que tentar ser quem você é, sabe esse sentimento que você tem dentro que não consegue entender? Sabe?
-Sei, o que faço com ele?
-Nada, pois você desistiu e agora pra descobrir o que é, só daqui uma eternidade.
-Mas por que eu tenho que descobrir?
-Ué, você não quer descobrir?
-Talvez eu até queira, mas se eu não existo, pra que tudo isso!?
-É que a partir desse sentimento, você existirá.
-Tá mas quem é você?
-Eu sou você.
-Se você e eu somos a mesma pessoa, porque diabos está me respondendo?
-Pelo mesmo motivo que tá me perguntando.
-São essas respostas que você conseguiu até agora, vai desistir?
-Vou?

"Ele se acordou do sono meio parcelado que estava tendo, aos poucos foi abrindo os olhos, ao embaçar dos olhos que melhorara, estava vendo que já era de manhã. De manhã ele acordava pra conferir se alguém lembrou dele, às vezes sim, às vezes não.. A sua manhã passava muito rapidamente, quando menos percebia, tinha algum compromisso meio idiota para cumprir à tarde, à noite vai pra faculdade."


Horários como esses, são os que eu menos quero ter, horários como esses são os que mais me ensinam a viver.

O comum de se ver;


É uma queda que to tão acostumado a cair,
Mesmo assim, cada retorno é diferente,
Eu não te entendo, mundo imundo,
Uns dizem que suas respostas já estão escritas,
Mas todo mundo que lê,
De nada sabe me responder,
De nada sabe fazer,
Mas acreditam em algo.
Quando deixo de acreditar,
Sinto medo, medo de ficar sozinho, de estar sozinho, de ser sozinho,
Medo da realidade, medo do sonho, medo,
Me criaste com tantas fraquezas, e com tantos gritos de guerra,
Com tanta força e com tantos receios de batalhar,
Por quê, é tão confuso até pra caminhar?
Nada é certo assim, pra todo mundo?
Cadê o resto do mundo?

Nuvem sem céu.

As grades da minha razão estão sumindo,
Aos poucos a felicidade não terá sentido,
Aos poucos meu grito terá se perdido,
Não quero voltar nem seguir,
E agora pra onde eu vou ir?

Até logo;

Minha lucidez me assusta,
Às vezes preciso pensar e não compreender,
Me culpo muito, me julgo muito,
De todos, penso que o errado sempre sou eu,
Pra afastar de ti um pouco de responsabilidade,
Segurei o mundo, mesmo sem ninguém ver,

Às vezes não dá, às vezes não tem mais vezes.

Está na hora;

Mais sorrisos e falsidade durante a dor, vamos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Tua sombra.

No escuro um pouco da luz que te sobra,
Me guia até onde podes ver,
Antes de tudo, nada era tão ruim,

Possessividade, é o meu mal.

Podes ver o que sinto?
Não. Verás o que lhe cai bem ver.
Para de doer, para de cair.

Vem sorrir, deixa de lado o que não existe,
Acredita,
Sinta,
Não volte a ser quem não és.

Sim possessividade, é meu poder,
Sou único, dentre batalhões sou o melhor,
Sou forte, tanto quanto podes ver.

Mas hoje, sou outro qualquer,
Pois sem ti não tenho,
Não terei.