domingo, 10 de outubro de 2010

O tal sonho

Não eu não vou falar sobre sonhos, ou sobre vontades, vou falar sobre aquele sonho, daquela noite, aquele em que eu dormia e acordava, e pensava, e olhava pro teto, voltava a dormir, extremamente alucinado, com tanto sono que meus olhos não poderiam se abrir, e se eu conseguisse abrir não via nada além daquele sonho, aquele onde aquela casa mexia, onde eu e aquele meu amigo, subimos para o segundo andar, e o chão sumia de nossos pés, e ao mesmo tempo a gente não conseguia se ver, só via aquela porta com pouca luz, onde tinha aquele cara, aquele que mentia pra mim, e ainda mente, ou não mente, mas segue me iludindo nos sonhos, ou talvez naquele sonho, naquele em qual eu não entendia o porque de ele estar ao meu lado, ou na minha frente, sem palavras algumas ele me dizia tanta coisa, que eu não conseguia entender, eu formulava ideias e não conseguia me expressar pra ele, aquele que estava sempre do meu lado, que sumiu em um dia e nunca mais voltou, aquele que quando eu vejo ele, me mente não estar ali, mas no fundo sei que esta lá, tenho a impressão que estou sendo iludido, pela mentira que ele conta e que eu não acredito, a minha certeza torna-se incerteza quando sonho com aquele cara, aquele que sempre pensei estar ao meu lado, na verdade nunca desisti disso, dessa mentira, que faço tornar verdade a cada vez que sonho com ele, aquele cara que vejo ódio nos olhos em todos os meus sonhos, que era pra estar com o coração partido, cheio de amor pra dar, e eu não enxergo isso ou talvez ele não consiga me demonstrar, aquele que nunca jogou bola comigo, que sempre me amou e me prometia sonhos, que me enganou e fugiu de mim, aquele que eu amo e nunca vou deixar de amar, aquele que todo mundo costuma chamar de pai.

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