sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Tão bom, tampouco.

O que fiz, para nascer em um planeta, onde vivemos atrás do que não sabemos, onde vivemos de pensamentos, onde conflitos são diários, onde dores por palavras ditas de forma equivocada são mais forte que qualquer coisa, trazem sequelas, traumas. O que eu fiz, para nascer onde nos alimentamos de seres vivos, tão bonitos, tão inocentes, tão indefesos? O que eu fiz, que ganhei olhos, mas só consigo ver com o coração? O que teus olhos mostram é apenas ilusão. O que eu fiz, para nascer, onde ninguém dá um sorriso verdadeiro, forçam risadas por coisas tão bestas. O que eu fiz, pra saber o fim do meu texto se estou começando a 2 minutos? O que eu fiz, para nascer, crescer e viver, sem poder conhecer tudo que sonho? O que eu fiz, pra nascer onde tudo me faz bem, mas tudo me faz mal? O que eu fiz, para ter todo mundo, mas não ter ninguém ideal? O que eu fiz, para ser assim, desse jeito, tão confuso, tão pensativo, tão diferente e indiferente, já que somos todos tão iguais. O que eu fiz, pra tentar sobreviver onde existe tanta violência e escuridão? O que eu fiz pra conhecer, pessoas que não entendem seu coração? O que eu fiz? Me responde! Mas eu sei a resposta, eu não fiz nada, talvez seja minha única chance de fazer, eu não posso desperdiçar, se não tudo continuará assim, desse jeito.

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